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Governos poderiam ajudar no acesso a serviços financeiros

03/02 - 15h40


Contribuição: PR Newswire


    WASHINGTON, 3 de fevereiro /PRNewswire/ -- Mais de 170 milhões de pessoas pobres no mundo recebem pagamentos regulares de seus governos, mas o potencial de uso desses pagamentos para aumentar a inclusão financeira é muito subutilizado, de acordo com o "Banking the Poor via G2P Payments" ("Serviços Bancários para os Pobres via Pagamentos G2P - Governo a Pessoas"), um novo relatório do CGAP, um grupo de microfinanças com sede no Banco Mundial, e o Departamento para Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID).
    Programas pioneiros no Brasil, Índia, México e África do Sul estão oferecendo serviços financeiros, como contas de poupança e transferências eletrônicas de dinheiro, para pobres que recebem transferências do governo. Mas o relatório conclui que no mundo inteiro menos de um quarto dos pagamentos de governos a pessoas (G2P) para os pobres é feito em uma conta financeiramente inclusiva -- ou seja, uma conta que permite que os recebedores armazenem recursos, façam ou recebam pagamentos de outras pessoas no sistema financeiro, e é acessível, em termos de custo e distância.
    "Pagamentos de governo a pessoas por ensino escolar, alimentação, e mesmo salários alcançam mais de 170 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento. Frequentemente essas transferências são feitas em dinheiro ou com um cartão de débito que pode ser usado apenas para sacar dinheiro. Usando pagamentos em um cartão, telefone celular ou em uma conta bancária sem serviços extras, os governos podem dar às pessoas acesso a serviços financeiros muito mais amplos do que o simples recebimento de um pagamento do governo", afirmou a CEO da CGAP, Elizabeth Littlefield.
    No Brasil, por exemplo, o banco Caixa Econômica está mudando a forma pela qual 12,4 milhões de recebedores de pagamentos de transferências sociais do governo recebem seus pagamentos. O banco recebeu ordem para substituir os cartões eletrônicos do benefício que permitem simplesmente que os beneficiários pobres saquem seus pagamentos em uma agência bancária por uma conta financeiramente inclusiva que oferece a eles um conjunto básico de serviços financeiros através de um cartão de débito da bandeira Visa que pode ser usado em mais de 20.000 caixas eletrônicos, lojas que aceitam compras com cartão de débito, e comerciantes que agem como agentes bancários para pagamentos de contas, depósitos e saques. O banco transformou mais de 2 milhões de recebedores em novas contas, disponibilizando uma série de serviços financeiros a eles localmente e de modo muito mais conveniente.
    "Hoje, dezenas de milhões de pessoas pobres precisam gastar tempo e dinheiro consideráveis só para ir até uma agência bancária para receber um pagamento em dinheiro do governo. Fazer esses pagamentos eletronicamente não somente tornará muito mais conveniente para as pessoas o acesso a seu dinheiro, mas também diminuirá custos administrativos para os governos e reduzirá o risco de fraude e corrupção", afirmou o Ministro do Comércio e Desenvolvimento do Reino Unido, Gareth Thomas.
    O relatório afirma que os governos poderiam fazer economias de custos significativas mudando do pagamento de uma doação em dinheiro na boca do caixa para a realização do pagamento eletrônico em uma conta financeiramente inclusiva acessível através de agentes equipados com terminais de pontos de venda. Para um programa hipotético de transferência social que faz pagamentos mensais de doações de US$40 para 1 milhão de recebedores, por exemplo, um governo economizaria US$12,6 milhões em um período de cinco anos trocando por um canal de pagamento eletrônico.  
    Aproximadamente metade de todos os programas de pagamento governamentais lançados nos últimos 10 anos utiliza um mecanismo de pagamento eletrônico, que poderia ser a base para uma conta financeiramente inclusiva, afirma o relatório.  
    Embora as instituições financeiras sejam frequentemente céticas em relação ao business case de atender pessoas pobres, o relatório resume como eles podem aumentar suas oportunidades de sucesso nesse mercado usando canais de entrega com boa relação custo-benefício, alcançando escala rapidamente, e o desenvolvimento produtos de qualidade que atendem as necessidades das pessoas pobres. Consequentemente, canais bancários sem agência -- telefones celulares ou soluções baseadas em cartões, frequentemente com comerciantes que agem como agentes de manuseio de dinheiro -- devem provavelmente exercer um papel proeminente na entrega de pagamentos de governos para recebedores no futuro. 
    O Programa de Tecnologia da CGAP tem como objetivo melhorar as vidas de milhões de pessoas pobres. Fazemos isso ajudando instituições financeiras e outras a expandir o acesso a serviços financeiros através de aplicativos de tecnologia inovadores. O programa é copatrocinado pela Bill & Melinda Gates Foundation. Para ler o blog de serviços bancários móveis do programa, visite http://technology.cgap.org .

    Sobre o CGAP
    O CGAP é um centro independente de políticas e pesquisas dedicado a desenvolver o acesso financeiro para os pobres do mundo. Ele tem o apoio de mais de 30 agências de desenvolvimento e fundações privadas que compartilham uma missão comum de alívio da pobreza. Com sede no Banco Mundial, o CGAP oferece inteligência de mercado, promove padrões, desenvolve soluções inovadoras e oferece serviços de consultoria a governos, prestadores de serviços de microfinanças, doadores e investidores. Mais informações no site http://www.cgap.org

    Sobre o DFID
    O Departamento de Desenvolvimento Internacional é o departamento do Governo do Reino Unido que administra a ajuda britânica a países pobres e trabalha para acabar com a extrema pobreza. Você pode encontrar mais informações em www.dfid.gov.uk/
FONTE CGAP
                           03/02/2010
    CONTATO:  Jim Rosenberg, +1-202-473-1084, jrosenberg@worldbank.org, ou Una Gallagher Pulizzi, +1-202-473-8869, upulizzi@worldbank.org, ambos do CGAP