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Produto Interno Bruto

13/12/2011 - 12h18



Chamam de estável um crescimento igual a ZERO... isso representa estagnação da economia... e, caso a retomada não venha nos próximos meses, o que cresce é o risco de desemprego no país.


Além da queda no ritmo das indústrias, que diminuiu a importação de máquinas - fazendo a balança apresentar um saldo favorável no 3º trimestre, a redução mais sensível foi no consumo das famílias. Tudo como previsto... aos primeiros sinais da crise internacional, com o governo trabalhando firme pela sucessão presidencial, houve um incentivo ao consumo irresponsável para manter os índices de crescimento dentro das expectativas (deles!).


Em um momento onde o mais sensato seria fomentar a poupança interna para períodos de maior dificuldade, o que se viu foi um estímulo aos gastos, com redução do IPI em diversos produtos (carros, linha branca, etc), queda dos juros e prazos de financiamentos mais dilatados - chegaram a oferecer pagamento em 60 vezes para alguns casos.


Como decorrência disso, hoje, passados 2 ou 3 anos, a renda familiar de boa parte da população está completamente comprometida com os parcelamentos assumidos a perder de vista. Sem falar que os juros cobrados pelos cartões e cheques especiais continuam exorbitantes, beirando o absurdo, quando se trata de uma economia em busca de estabilização.


Quem salvou a lavoura, literalmente, foi a agropecuária, que cresceu 3,2%... caso contrário o resultado seria ainda pior. Apesar das áreas de plantio terem se reduzido, a mandioca (também conhecida como macaxeira, aipim...) deve apresentar uma expansão na casa dos 7%, segundo o IBGE. Tomara que não seja um prenúncio de onde o povo vai se sentar no futuro.


Junte ao descontrole nos gastos públicos, o loteamento de cargos nos principais escalões, as despesas com barganhas políticas entre os partidos da base aliada - para aprovação do polêmico Código Florestal e o projeto de construção de hidrelétricas na Amazônia (incluindo Belo "Monstro"), a disputa pelos royalties do petróleo - porque compartilhar o vazamento de óleo e os prejuízos ambientais com o Rio de Janeiro ninguém quer, novas e seguidas denúncias de corrupção, desvios de verbas, propinas exigidas de ONGs, queda de ministros, e a protelada reforma no governo, fica fácil constatar que a maré não anda muito boa em Brasília.


Do outro lado do planeta e no hemisfério norte, no grupo antes conhecido como Primeiro Mundo, os países desenvolvidos também sentem os reflexos da retração na economia global. Depois de tirarem o triple A dos EUA, agora as agências de classificação de risco "ameaçam" rebaixar 15 (quinze) economias da "zona" do Euro. O que Grécia e Itália têm a ver com França e Alemanha? Vai sobrar pra todo mundo! Enquanto isso, continuam tentando fazer as bolsas subirem (artificialmente?)...


É impressionante... apesar de situações econômicas e culturas tão distintas, misturaram tudo no mesmo saco. Bem fez o Reino Unido, que aderiu à comunidade mas manteve a libra esterlina como sua moeda. Ainda assim não está imune... nem a "Pound".


Juntaram os maiores bancos centrais para tentar cobrir o rombo da Europa. Essa contabilidade é maquiada com números inventados, ou vivemos - assim como o mundo parece virtual - uma economia fictícia? Hoje a riqueza é representada pela evolução do PIB... e com a tendência da produção mundial indicando queda, vai faltar lastro.


Enfim, mesmo com os pedidos de empréstimo por parte do FMI, o Brasil ainda possui U$ 450 bilhões em reservas... isso dá uma sensação de conforto no início, mas é pouco se levarmos em conta a quantidade de dinheiro que os EUA já colocaram no mercado para segurar a crise.... o volume impresso pelas casas da moeda permite qualquer mágica contábil. A fatura com a cobrança virá, mais cedo ou tarde.


Faz tempo que venho recomendando uma estratégia defensiva de forma a proteger o patrimônio. E continuo tranquilo... ainda mais com o Mantega afirmando que a desaceleração é passageira... então o problema só pode estar nos tripulantes dessa "nave" Brasil.... Pindorama, Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz... Credo!


Como temos (?) muita sorte, no final vai dar tudo certo! Assim espero.

 

Seagull

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