
Lastro e Risco Sistêmico
01/02/2010 - 17h34
O ser humano, regra geral, não aceita o risco da perda, muito menos a perda; dai resulta, talvez, o porque do sucesso das seguradoras.
Os agentes de mercado, com frequência, transferem os riscos adquiridos em suas relações de trocas; e isto ocorre em uma corrente de espalhamento dos riscos, cujos ganhos se tornam oportunidades ‘moscas-brancas” para aqueles que se fizeram engenheiros de operações financeiras.
Operações sempre mais complexas são construídas para buscar estabelecer um equilíbrio entre as forças de mercado; todos os participantes dos mercados querem se estabelecer em uma zona de conforto, sem os riscos inerentes às complexas engenharias financeiras por trás de suas relações de trocas.
Em menor ou maior grau, todos os participantes dos mercados querem que alguém ou algo lhes dê a garantia de que “suas expectativas adquiridas” lhes serão entregues.
Buscam, sempre, uma garantia que está em outro sistema, querem uma garantia para a qual os outros participantes do mercado também buscam.
Se torna de uma lógica óbvia que os processos de transferência de riscos acabam por conduzir os participantes do mercado para uma dança, no qual todos não querem ficar com a batata-quente na mão; e, de maneira contínua, as engenharias sistêmicas de transferência de riscos criam novos produtos para ofertá-los, justamente, para aqueles que buscam por produtos de solidez.
Olhem a vossa volta, e observem!
Como tais operações complexas são lastreadas!?
Os reguladores de mercados se tornam os controladores de uma pirâmide, pois, não acompanham a agilidade dos engenheiros financeiros; pois, ao tentarem, os reguladores, controlar os agentes de mercado, acabam por oferecer aos engenheiros referidos uma sólida base de impulso – quando congelam processos por normas cujos big players aprovam – para que eles construam um sempre mais complexo produto, cujo controle regulador exigiria mais sistemas e pessoas preparadas e dedicadas no controle.
É uma ciranda, ou melhor, uma dança das cadeiras, no qual o risco é sempre transferido aos “menos esclarecidos do mercado” (incluindo os reguladores), os mais lerdos para tomar assento no board dos ganhadores-sistêmicos.
Há questões cruciais, básicas ou não, que conduzem os participantes dos mercados para momentos de aceitação das regras impostas “porque o sistema é assim”. Os sistemas de normas regulatórias é força-indução de imobilidades.
De fato, e por direito regulatório, os participantes são induzidos a ser dirigirem para uma “baia de limites impostos”, oportunizando os ganhos dos ditos engenheiros, justamente por se encontrarem em um momento de imobilidade-sistêmica imposta; imóveis, os lobos, ou seria, os tubarões agora abocanham os ricos-dinheirinhos acumulados em patrimônios.
Os sistemas tendem ao equilíbrio, sempre; os sistemas se auto-regulam; quanto menor a interferência mais fortes se tornam, e maior sinergia sistêmica se estabelece. Os participantes de mercado se ampliam em consciência dos fluxos sistêmicos, pois, os mercados selecionam os participantes da mesma maneira como Darwin acreditava na seleção das espécies.
Qual a maneira de os participantes dos mercados não se exporem aos riscos sistêmicos?
R: Com a construção das relações de trocas em novo fundamento, com o lastro dos sistemas em nova energia-consciência. É a Influência-Consciência dando o lastro de consciência para as construções da mente. É o não-contigenciar o risco. É o construir a completude.
Estes são temas e proposições de nossos esforços nesta janela temporal que é o sistema
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