Artigos

Um mercado ilógico e muito rentável

09/07 - 23h46


Por Artur Salles Lisboa de Oliveira


Em sua jornada dos 70 aos 58 mil pontos,  o Ibovespa foi patrocinado pelo caos que se estabeleceu na Europa em decorrência das dificuldades vividas pela Grécia, cuja dívida pública está, em boa parte, em mãos dos grandes bancos alemães e franceses. Em seguida, o medo pela possibilidade de contágio de outros países, a exemplo de Portugal e Espanha, deu continuidade aos movimentos de correção dos mercados. Indicadores favoráveis nos Estados Unidos e declarações otimistas de autoridades desse País quanto aos problemas europeus levaram o índice brasileiro dos 58 aos 65.800 de forma extremamente rápida. Só que quando os mercados acionários se vêem frente a frente com patamares importantes, as famosas resistências, há sempre alguém para discutir novamente o double dip.

Evolução e Filosofia Keynesiana

06/07 - 16h13


Por Paulo Gala

Contribuição: Polycrav

 

Além de ter sido o economista mais importante do século XX, John Maynard Keynes fez uma pequena fortuna no mercado acionário, numa de suas facetas pouco conhecidas por analistas e estudiosos do tema. Em 1946, cinco meses depois de sua morte, os números de seu patrimônio vieram a público: 480 mil pounds da época ou o equivalente a US$ 30 milhões em valores de hoje. Ainda que grande parte de sua vida tenha sido dedicada às artes, ao conhecimento e ao serviço público, sobrou tempo para fazer fortuna no mercado financeiro. Keynes não recebeu herança, pois morreu antes de seus pais.

Um tipo de Perfil Operacional

29/06 - 13h00


Investindo na Bolsa de Valores

27/06 - 20h50


 

Por Marcelo Coutinho

 

 

Pedro é um investidor daqueles que passam o dia todo em frente a plataforma home broker roendo os dedos, suando e tendo calafrios em função dos apuros que passa. Opera o dia todo e está sempre de olho em boas oportunidades para lucrar no curto prazo. Pedro conhece bem o mercado e toma suas decisões certo de que sabe o que está fazendo. Mas muitas vezes ele erra. Com frequência fica paralisado diante do computador olhando os gráficos e tentando calcular o tamanho do prejuízo que está tomando por ter tomado uma decisão de forma impulsiva, precipitada e mal planejada.

Operando grandes cacifes

20/06 - 20h18


Por Jarbas Gambogi (KB)

 

George Soros gosta de afirmar que quando se tem convicção tem-se que pular na jugular do oponente. Falar é fácil, duro é na hora de executar essa estratégia. Para operar grande, envolver todo o seu patrimônio financeiro e mudar de patamar, é mandatório identificar as situações de risco quase nulo. Somente se consegue implementar essa estratégia se você se guiar pelas forças que movem o mercado. O emprego de indicadores técnicos, desde que bem escolhidos, prestam um inestimável trabalho no timing, mas irão sinalizar apenas se a pista está limpa sem, contudo, assegurar por quanto tempo uma posição poderá ser mantida com risco baixo de se deparar com um caminhão desgovernado em uma curva.

Zona do Euro na UTI ?!

10/06 - 16h03


Por Fernando Botti

 

O euro (€) é a moeda oficial de 16 dos 27 países da União Europeia. O euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de Janeiro de 2002, e como moeda escritural desde 1 de Janeiro de 1999. A Zona Euro é composta pelos seguintes países da União Europeia, que adoptaram a moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal, prevendo-se que com a expansão da União Europeia alguns dos aderentes mais recentes possam nos próximos anos partilhar também o euro como moeda oficial.

Como se calcula o Ibovespa?

30/05 - 22h18


Ah, Ibov, Ibov... Eu tenho uma teoria que o Ibovespa é como uma proficiente meretriz, em certos dias ele pode te dar grande satisfação, em outros te cobrar muito caro pela experiência, mas sempre ao final do dia te deixa com um gostinho de quero mais. De onde vem esse índice que afeta a vida de tantas pessoas? Bem, como todo índice financeiro ele representa uma síntese do movimento do mercado. O motivo pelo qual índices financeiros existem é que seria muito confuso tentar analisar como que um mercado financeiro se comportou em determinada data olhando cada ação individualmente. Por isso se sentiu a necessidade de se abstrair todos esses preços em apenas um, denominado Índice Financeiro. Outra vantagem imediata de se ter um índice financeiro é o acompanhamento histórico de um mercado financeiro e a sua comparação com os de outros países.  Por Bruno Peruchi

Austeridade fiscal à vista?

25/05 - 21h42


Por Paulo C. Coimbra

 

A recente crise que se abateu sobre alguns países da comunidade européia, com destaque para a Grécia, nos convida a uma reflexão sobre a condução da política econômica do nosso país, sobretudo no tocante à trajetória crescente da dívida líquida do setor público, que atualmente é de 42,4% do PIB (aqui entendido como a soma de todos os bens e serviços produzidos no país em um ano). Considerando que este ano a taxa básica de juros da economia, a taxa SELIC, deverá  fechar o ano no entorno de 11%, cerca de 6% acima da taxa de inflação (a taxa de juros descontada da inflação é conhecida como taxa de juros real), e também levando em conta uma taxa de crescimento do PIB de 6,3%, podemos estimar que a conta de juros poderá ficar próxima de 2,5% do PIB.

O Novo Pacote Fiscal

17/05 - 20h33


 Por Cristiano M. Costa

 

A discussão econômica da semana passada foi o pacote anunciado pelo Ministério da Fazenda. Na quinta-feira o Ministro Guido Mantega anunciou a redução de aproximandamente 10 bilhões de Reais no orçamento da União. Da Folha Online: Segundo o ministro, o governo não deixará a economia brasileira se expandir a um ritmo de 7% este ano, bem acima da capacidade do setor produtivo nacional em fornecer mercadorias e serviços, o que levaria a um aumento da inflação. O objetivo do pacote é conter a alta da inflação. Política monetária e fiscal têm que andar juntas para que os objetivos sejam alcançados mais facilmente.

Análise Estatística: Reversão à Média

09/05 - 18h57


 

 

Por Bruno Peruchi

 

 

Você já se encontrou na situação de estar comprado em determinado ativo, os preços ao longo de vários dias começam a cair, dia após dia, até o momento em que aquilo que foi ganho a custo de meses se perde em uma fração desse tempo. Nesse momento existem dois tipos de raciocínios comumente usados: 1- Se o preço está caindo dia seguido de dia por tanto tempo, é bem provável que amanhã ele caia de novo. Melhor vender minha posição; 2 - Não é possível que depois do preço ter caído por tanto tempo, ele continue caindo. Ficarei comprado esperando a correção do preço. Bem, nenhum dos dois raciocínios está necessariamente certo ou errado...

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