Artigos

Fundos de Direitos Creditórios (FDIC)

17/08 - 12h16


Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios comumente conhecidos como Fundos de Recebíveis foram criados pela Resolução nº. 2.907/01 do Conselho Monetário Nacional e regulamentados pela CVM. Um Fundo de Investimento é na verdade uma comunhão de recursos de vários investidores que formam um patrimônio para aplicar em valores mobiliários ou ativos financeiros. Para ser considerado "FDIC" o fundo deve alocar, no mínimo, 50% de seu patrimônio líquido em direitos creditórios, de acordo com as normas específicas em vigor. A definição de direitos creditórios abrange créditos e títulos representativos desses créditos, originários de operações das áreas financeira, comercial, industrial, imobiliária, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços, além de direitos e títulos representativos de créditos de natureza diversa.

Empresas, Pais, Filhos & Cia

15/08 - 23h53


 

 Por Fernando Blanco

 

Esta cheio de empreendedor que é bom mesmo no desenvolvimento do produto ou serviço (é o inventor, inovador), mas abomina vender! Outra tipologia comum no mundo empresarial é aquela do empreendedor que é um ótimo vendedor, que desenvolve relacionamentos duradouros, encanta os clientes e tal, mas – como quase todo bom profissional de vendas – é avesso à administração do dia a dia. Estes casos acima e suas variantes são causas importantes para o mau desempenho de empresas (de todos os portes).

Viver com a Renda da Bolsa

11/08 - 14h49


 


Uma das estratégias de investimentos em ações mais consagradas pelo tempo é investir em empresas que são boas pagadoras de dividendos. Em geral, são companhias maduras, com fluxos de caixa estáveis e previsíveis e que não precisam fazer grandes investimentos para manter suas atividades funcionando. Por tudo isso, elas podem destinar uma fatia generosa dos seus lucros para os acionistas. Essa estratégia é mais comum nos países desenvolvidos, onde os juros são baixos e os riscos de investimento em ações são relativamente menores que nas economias emergentes. E no Brasil? É possível viver de dividendos por aqui?

Taxa Real de Juros Despenca

05/08 - 14h53


 

 

Por Jarbas Gambogi - KB

 

 

A taxa do título do Tesouro norte-americano de 10 anos pode ser decomposta em expectativa inflacionária e taxa real de juros. A taxa nominal tem apresentado uma correlação de +75% com a taxa nominal de crescimento do PIB nas últimas décadas. Nem precisa explicar o motivo que justifica essa razoável correlação. Depois de atingir 1,69% aa no dia 06/julho, a expectativa inflacionária subiu para 1,88% em 03/agosto. Apenas como ilustração, ela atingiu  0,26% aa em 20/11/08, dois meses após a debacle do Lehman Brothers. No entanto, a taxa real de juros vem caindo verticalmente nas últimas semanas...

Concorrência às Avessas

04/08 - 16h37


 

 

Por Cristiano M. Costa

 

 

O modelo de defesa da concorrência no Brasil está sendo deixado de lado em favor de um modelo que busca criar grandes empresas que podem concorrer com mais força no exterior, adquirindo empresas em outros países. Vide a compra da Budweiser (Anheuser-Busch) pela Ambev. Esse modelo ajuda os grandes conglomerados a crescerem, em geral, enfiando a mão no bolso dos consumidore e dos fornecedores. Que os consumidores perdem você já notou no meu exemplo do sorvete. Agora, imagine um produtor de ventiladores lutando para que o grupo Pão de Açúcar-Casas Bahia adquira seus produtos.

Alguns tipos de investidores

29/07 - 14h06


 

 

Por Artur Salles Lisboa de Oliveira

 



São inúmeros, e as diferenças se encontram nas preferências de cada um. Em outras palavras, todos buscam o maior número possível de referências, mas, conforme o perfil de cada um, há sempre uma tendência a se utilizar esse ou aquele tipo de análise – ou simplesmente confiar no famoso ‘feeling’ pessoal. Particularmente, acredito que o perfil ideal é aquele que abrange um pouco de todas as análises. Por exemplo, confiar apenas no traçado dos gráficos apontando concentração de compradores ou de vendedores pode ser bastante falho em uma semana com indicadores econômicos desfavoráveis.

O Investidor e o piloto de avião

27/07 - 13h42


Eu costumo sempre fazer metáforas em minhas leituras, comparar situações semelhantes, observar atitudes correlatas em funções, e até mesmo associar os comportamentos humanos aos instintos animais. Hoje fiquei surpreso com um email que recebi da assessoria do You Trade, contendo o artigo do seu presidente, Marcelo Coutinho, pelo fato de descobrir que, além de investidores e estudiosos do mercado, somos também colegas na aviação. A diferença é que ele é piloto privado, enquanto eu tive uma longa experiência nesta profissão, em 15 anos de companhia aérea, somando mais de 7 mil horas de voo. Mas tirando o aspecto comercial, o trabalho do aviador é o mesmo. Hoje, os comandantes são mais "gestores" do que pilotos. E é assim que eu vejo o papel de um investidor: acima de executar ordens, ele deve se planejar antes, e estar preparado para todas as circunstâncias na aplicação de seus recursos, assim como para administrar bem o seu patrimônio, com toda responsabilidade. Recomendo a leitura - Seagull

Fundos Quantitativos e Copa do Mundo

23/07 - 18h11


 Por Bruno Peruchi.

 

Alguém responsável pelo setor de análises quantitativas do JP Morgan deve ser muito criativo, pois esse setor recebeu a tarefa de fazer um modelo preditivo bastante incomum. Esse modelo seria diferente dos modelos por eles comumente feitos, ele não seria para ações, bonds ou câmbio e sim para prever como seria a Copa do Mundo de 2010. Vale a pena dar uma lida, pelo menos na parte introdutória do relatório para se ter uma noção de como os caras do JP pensaram em bolar esse estudo. Em resumo eles pegaram vários índices ou várias hierarquias dos times já feitas anteriormente, como o ranking da FIFA, bolsas de futebol (como o Futinvest), probabilidades implícitas de jogos com “bookmakers” e outros. Jogaram tudo isso numa panela quente e fizeram um ensopado duvidoso.

O Investidor e o Caos

21/07 - 18h47


Artur Salles Lisboa de Oliveira

 
Recordo-me que, investidor iniciante, apostei algumas fichas nas blue chips - consideradas as menos arriscadas pela liquidez extraordinária e pelos sólidos fundamentos. No início do fatídico ano de 2008 se falava apenas em uma tal crise que estaria por vir em decorrência da farra do crédito imobiliário americano com possibilidades ainda questionadas à época de contaminação dos balanços de bancos em todo o mundo. Como excelentes precificadoras de boatos, as bolsas mundiais tiveram dias de fortes quedas seguidas de repiques espetaculares. Tirei proveito dessa volatilidade que se intensificou bastante entre março e maio do mencionado ano. Cerca de seis antes havia entrado em fundos lastreados na Petrobras e na Vale do Rio Doce, mas era extremamente frustrante ter como retorno a rentabilidade média diária desses dois papéis.

Economia Irracional

18/07 - 21h03


Por César Tibúrcio

 

O livro Economia Irracional é decepcionante. Nem a presença de autores conhecidos como Akerlof, Arrow, Schelling, Shiller, Slovic e Sunstein, sendo os três primeiros ganhadores do Nobel de Economia, salva a obra. É uma junção de artigos, com assuntos como risco, superstição e racionalidade. Mas tudo muito superficial, com pouco vínculo entre os assuntos. O artigo de superstição, de Shelling, discute a questão do número treze, da falácia de Monte Carlo, dos jogos contra natureza e de religião. Mas quatro páginas e meia não apresenta nada de novo. Na realidade, dos trinta capítulos, gostei somente de dois deles. Ambos discutem a questão da reação aos desastres naturais.

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