Para compreender a lógica da operação de capitalização da Petrobrás, é necessário entender que o controle deste bilionário Grupo Petrolífero, independentemente da sua atual participação acionária, sempre foi exercido pela União Federal. Isto acontece porque a União pertence a um bloco de acionistas cujos diretores, todos eles, são nomeados pelo Presidente e Ministros da República Federativa do Brasil. Hoje, este bloco de acionistas, denominado “majoritário”, controla mais de 51% do total das ações da companhia. Este grupo é formado, entre outros, pela União; pelos maiores Fundos de Previdência “privados” da América Latina (entre eles, Previ, Petros e Funcef), pelo Banco do Brasil, pela Caixa Econômica Federal, BNDES e pelo BNDESPAR, todas empresas privadas controladas pela União.