Artigos

Índice: à Vista e Futuros

02/09 - 14h02


Por Bruno Peruchi

 

Existe uma situação no mercado financeiro que sempre me pareceu um problema de “Ovo x Galinha”. Todo dia o contrato futuro de índice abre à negociação uma hora antes das ações e portanto da formação dos índices. Nos dias que esses contratos abrem em alta, o índice à vista também abre em alta, e nos dias que ele abre em baixa o mesmo acontece com o índice. A pergunta que sempre me ocorre: É o índice que está definindo seu preço com base na negociação pré-abertura do contrato futuro, é o contrato futuro que está conseguindo prever a abertura do índice, ou ambos simultaneamente? Suponho que seja a última.

Perspectivas para a Bolsa de Valores

01/09 - 17h35


 

Por Stephen Kanitz

 

 

Em maio vocês leram a minha previsão de que a Bolsa iria subir 8 vezes em 10 anos. De lá para cá já dobrou, o que significa que vai subir agora somente 4 vezes em 10 anos. O segredo é sempre comprar na baixa, e se você não entende disto, não invista. Se você ê facilmente influenciado pela última pessoa com que você conversou ou leu, se você acredita em quem alardeia Premios Nobel que nunca receberam, Bolsa não é para você. Deixe tudo num colchão. Comprar ações depois que elas dobraram, quando os mesmos catastrofistas estão agora prevendo que o Brasil Vai Dar Certo, é sempre perigoso.

Economia e Política

20/08 - 14h21


Desta vez o assunto não se restringe à política monetária. Já que estamos em época de horário eleitoral gratuito, não custa observar... abordei esse tema por um único motivo: o retrocesso na dita economia de mercado. O Brasil cresceu nesta fase mais crítica da crise, apesar de tudo isso. A tentativa de reativar a Telebras, a má gestão na Eletrobras e suas subsidiárias na geração de energia (lembra dos blackouts?), e o aparelhamento das estatais por membros do Partido, em detrimento de competências técnicas... foi esta ineficiência que fez a maior vítima de todas: a Petrobras. Contabilizando toda melhora do cenário interno, e a recuperação do preço das ações em bolsa de valores, justamente a Petro - com todo óleo do pré-sal, encontra-se prejudicada em suas cotações há um bom tempo.

Fundos de Direitos Creditórios (FDIC)

17/08 - 12h16


Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios comumente conhecidos como Fundos de Recebíveis foram criados pela Resolução nº. 2.907/01 do Conselho Monetário Nacional e regulamentados pela CVM. Um Fundo de Investimento é na verdade uma comunhão de recursos de vários investidores que formam um patrimônio para aplicar em valores mobiliários ou ativos financeiros. Para ser considerado "FDIC" o fundo deve alocar, no mínimo, 50% de seu patrimônio líquido em direitos creditórios, de acordo com as normas específicas em vigor. A definição de direitos creditórios abrange créditos e títulos representativos desses créditos, originários de operações das áreas financeira, comercial, industrial, imobiliária, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços, além de direitos e títulos representativos de créditos de natureza diversa.

Empresas, Pais, Filhos & Cia

15/08 - 23h53


 

 Por Fernando Blanco

 

Esta cheio de empreendedor que é bom mesmo no desenvolvimento do produto ou serviço (é o inventor, inovador), mas abomina vender! Outra tipologia comum no mundo empresarial é aquela do empreendedor que é um ótimo vendedor, que desenvolve relacionamentos duradouros, encanta os clientes e tal, mas – como quase todo bom profissional de vendas – é avesso à administração do dia a dia. Estes casos acima e suas variantes são causas importantes para o mau desempenho de empresas (de todos os portes).

Viver com a Renda da Bolsa

11/08 - 14h49


 


Uma das estratégias de investimentos em ações mais consagradas pelo tempo é investir em empresas que são boas pagadoras de dividendos. Em geral, são companhias maduras, com fluxos de caixa estáveis e previsíveis e que não precisam fazer grandes investimentos para manter suas atividades funcionando. Por tudo isso, elas podem destinar uma fatia generosa dos seus lucros para os acionistas. Essa estratégia é mais comum nos países desenvolvidos, onde os juros são baixos e os riscos de investimento em ações são relativamente menores que nas economias emergentes. E no Brasil? É possível viver de dividendos por aqui?

Taxa Real de Juros Despenca

05/08 - 14h53


 

 

Por Jarbas Gambogi - KB

 

 

A taxa do título do Tesouro norte-americano de 10 anos pode ser decomposta em expectativa inflacionária e taxa real de juros. A taxa nominal tem apresentado uma correlação de +75% com a taxa nominal de crescimento do PIB nas últimas décadas. Nem precisa explicar o motivo que justifica essa razoável correlação. Depois de atingir 1,69% aa no dia 06/julho, a expectativa inflacionária subiu para 1,88% em 03/agosto. Apenas como ilustração, ela atingiu  0,26% aa em 20/11/08, dois meses após a debacle do Lehman Brothers. No entanto, a taxa real de juros vem caindo verticalmente nas últimas semanas...

Concorrência às Avessas

04/08 - 16h37


 

 

Por Cristiano M. Costa

 

 

O modelo de defesa da concorrência no Brasil está sendo deixado de lado em favor de um modelo que busca criar grandes empresas que podem concorrer com mais força no exterior, adquirindo empresas em outros países. Vide a compra da Budweiser (Anheuser-Busch) pela Ambev. Esse modelo ajuda os grandes conglomerados a crescerem, em geral, enfiando a mão no bolso dos consumidore e dos fornecedores. Que os consumidores perdem você já notou no meu exemplo do sorvete. Agora, imagine um produtor de ventiladores lutando para que o grupo Pão de Açúcar-Casas Bahia adquira seus produtos.

Alguns tipos de investidores

29/07 - 14h06


 

 

Por Artur Salles Lisboa de Oliveira

 



São inúmeros, e as diferenças se encontram nas preferências de cada um. Em outras palavras, todos buscam o maior número possível de referências, mas, conforme o perfil de cada um, há sempre uma tendência a se utilizar esse ou aquele tipo de análise – ou simplesmente confiar no famoso ‘feeling’ pessoal. Particularmente, acredito que o perfil ideal é aquele que abrange um pouco de todas as análises. Por exemplo, confiar apenas no traçado dos gráficos apontando concentração de compradores ou de vendedores pode ser bastante falho em uma semana com indicadores econômicos desfavoráveis.

O Investidor e o piloto de avião

27/07 - 13h42


Eu costumo sempre fazer metáforas em minhas leituras, comparar situações semelhantes, observar atitudes correlatas em funções, e até mesmo associar os comportamentos humanos aos instintos animais. Hoje fiquei surpreso com um email que recebi da assessoria do You Trade, contendo o artigo do seu presidente, Marcelo Coutinho, pelo fato de descobrir que, além de investidores e estudiosos do mercado, somos também colegas na aviação. A diferença é que ele é piloto privado, enquanto eu tive uma longa experiência nesta profissão, em 15 anos de companhia aérea, somando mais de 7 mil horas de voo. Mas tirando o aspecto comercial, o trabalho do aviador é o mesmo. Hoje, os comandantes são mais "gestores" do que pilotos. E é assim que eu vejo o papel de um investidor: acima de executar ordens, ele deve se planejar antes, e estar preparado para todas as circunstâncias na aplicação de seus recursos, assim como para administrar bem o seu patrimônio, com toda responsabilidade. Recomendo a leitura - Seagull

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