
Para algum lugar ele com certeza vai... mas para onde? E quando?
Acabei de chegar de um almoço com o pessoal do banco, o Didi, e mais uma turminha do mercado...
Falou-se sobre imóveis, empreendimentos, muita sacanagem e, também, um pouquinho de bolsa.
Eu não conhecia o Didi pessoalmente, e, além da boa impressão que ficou, tivemos uma ótima empatia. Figura super divertida e exímio conhecedor das artimanhas bursáteis, mostrou-se ainda generoso e fez questão de pagar a conta de toda a mesa (o que para ele representa "trocados").
Segundo a leitura do "Mestre das agulhadas" o Ibovespa teria feito um fundo perto dos 60k, ele não duvida de uma outra afundada, mas, sempre otimista, projeta nosso índice para os 150 mil pontos... lá por 2012 (logo o ano em que o mundo deveria acabar - segundo o hilariante filme, rs). Quem sou eu para discordar quando vislumbramos uma "janela" de tempo tão dilatada. Mas, na minha visão de curto/médio prazo, ainda acredito em um fundo mais abaixo.
Enfim, o mercado é soberano, e de tudo que foi dito entre os participantes da confraternização, percebi que muitos estão defendendo seus ganhos e aplicando o dinheiro em ativos mais sólidos, ante esta volatilidade que voltou aos mercados.
Então, de minha parte, nada mudou... vamos continuar no "girinho", alternando as pontas, e mantendo baixa exposição a riscos neste momento de incertezas. E sempre de olho na floresta - gráficos semanais e mensais (principalmente do S&P) - para buscar trabalhar dentro das faixas operacionais nas quais as estratégias podem ser bem sucedidas.
O meu timing é conservativo - embora sempre esteja sujeito a um delay.... ;-)
Abs ^v^
Abs
Poly, não é o caso de "esperar" ou "torcer" por quedas... é "operar" conforme o mercado. Como um Trader.
Poucos vezes me vi na condição de holder: uma foi em 2002, assim que me afastei da aviação e recebi uma bolada, por sorte quando o mercado estava em baixa. Enchi o pote... não lembro bem os preços, algo como Vale a 12, Petro por aí tb, Usiminas a 6, Bradesco, e uma dose de Telemar para ficar brincando nas opções. O Ibovespa estava abaixo de 20.000. Isso durou alguns anos, eu girava, mas mantinha a carteira, reduzindo a exposição, ate zerar TUDO aos 68k. Depois ainda esticou até 73... sem mim... foi quando caiu direto... e pudemos vender muito índice com o STS...
A outra vez que entrei firme foi quando passou de 40k para baixo (em 2008), troquei de ponta e comprei muita coisa - fazendo até preço médio - em Petro, Vale, Bradesco, Gerdau... sem falar nas tranqueiras - era uma estratégia para 10 anos (se fosse preciso). Como o financeiro era alto, e a recuperação veio rápido, fui realizando o lucro aos poucos... mas continuei dentro - dentro dos meus parâmetros!
"Estar dentro", na minha concepção, pode significar tanto estar comprado como vendido. Mas sempre fazendo o gerenciamento de dinheiro. Controle de risco e tamanho da posição. Raras são as ocasiões em que fico totalmente fora. Mas elas tb existem...
Agora vc me pergunta quando comprar tudo de novo... minhas balizas continuam as mesmas - 30/60, 40/70... até que extrapole para um desses lados. Não me importo de entrar e sair um pouco antes, pq respeito as faixas e sei como é difícil acertar os extremos... o que vale é assegurar os ganhos e defender o lucro. Se subir antes... paciência... vou me contentar com menos, mas tenho certeza que ninguém quebra por realizar lucros, ou deixar de ganhar.
Mas então invertendo a situação: se cai por 1 , 2 ou 3 anos... até quando um holder mantém posição? Indefinidamente, imagino. E compra mais (se o dinheiro não acabar). Uma pena, pois certamente teria, nestas oportunidades, no mínimo, dobrado o tamanho da carteira com o mesmo financeiro. Sorte que as quedas duram menos tempo que as altas (?), mas é fato que seus efeitos são mais devastadores, tomando os ganhos conquistados em espaços curtos.
Enfim... NMHO, o importante é estarmos sempre preparados para qualquer coisa, e confortáveis nos investimentos.
Capiche? ;-)
Abs
Poly, eu te respondo com a maior atenção e vc vem com essa de guru?
Se o lance é fazer piada, que tal a Zorra Total, A Praça é Nossa, Os Trapalhões, ...
Ainda não entendi se o seu "caro e barato" se referem ao preço dos ativos ou ao gráfico.
Afinal, vc é fundamentalista ou técnico? Ou nem um nem outro?
Porque para alguem ficar alegre mesmo vendo seu dinheiro diminuindo, isso tem outro nome...
Acertar o timing é com cada um.
Mas na alta é sempre bom estar comprado (no fundo), na queda convém ficar vendido (no topo)
O resto é historinha...
Vc sempre fala em compra no fundo... e quem comprou a 70k... viu cair até 30 sem fazer nada... e foi comprando pelo caminho. Sobrou dinheiro quando bateu no fundo? Que fonte inesgotável. Isso sem vender nem um tantinho, apenas recheando a carteira. Aí repicou, e mesmo sem voltar ao preço, a coisa enfraquece de novo. Que azar... mas segundo vc, o lance é comprar mais, aos 70, 65,...
Ainda bem que o patrimônio é grande!
Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiii...............
Essa negócio de guru, mago, profeta, vc sabe que não é comigo não!
Tenho evitado até falar de ativos pontuais, ninguém me vê dando "dicas"... procuro apenas compartilhar minhas leituras, e tratar em tese de estratégias que possam ser aplicadas com sucesso.
Mas a decisão é sempre pessoal, não adianta olhar para trás. O que busco é estar situado no mercado, pq os nossos resutados só dependerão daquilo que fizermos daqui por diiante.
E quem quiser comprar, segurar, fazer preço médio está no seu direito, eu respeito.
O que mais enfatizo aqui é que a bolsa sobe e desce. Bom é entrar próximo dos fundos, ficar comprado nas altas, vender perto do topo e operar vendido durante as quedas. Ficar fora é uma decisão para quando não se sabe bem o que pode acontecer... vc não viu a primeira lição no video do gajo? ;-)
Abs ^v^
E essa do meu amigo Fernando eu tenho que compartilhar aqui.
Comentando sobre a ajuda à Grécia - uma união entre os bancos centrais do Japão, EUA e a comunidade europeia para liberar um dinheiro que não é novo, basicamente créditos contábeis, perante severas imposições ao povo grego (que presente...)