
A BM&FBovespa iniciou as negociações para a implementação da nova política de tarifação para os investidores de alta frequência. As conversas começaram nesta quinta-feira (8/4), mas ainda não há previsão para a efetivação das novas normas.
As operações de alta frequência (high frequency trade) são muito comuns nos EUA, representando cerca de metade dos negócios feitos em Bolsa. Elas são realizadas a partir de um software que, se utilizando de fórmulas matemáticas, analisa as condições do mercado para a compra e venda de ativos.
Os investidores que usam o sistema de alta frequência aproveitam a velocidade alcançada para poderem comprar ações a baixos preços no Brasil, por exemplo, e vendê-las em uma Bolsa de Nova York, onde o preço é ligeiramente maior. De centavos em centavos, o lucro acaba sendo grande e o risco, baixíssimo.
O objetivo da Bovespa ao pensar em novas tarifas é conter um pouco esse tipo de operação e manter uma regulação mínima no mercado brasileiro. A mesma questão é abordada no exterior, principalmente nos EUA e na Europa. O problema das operações de alta frequência seria impactar os índices de maneira negativa.
Cortes na BM&F Bovespa não alteram negociação de alta frequência
EXAME
A redução do orçamento da BM&F Bovespa para 2010 - de 302 milhões de reais para 272 milhões de reais, uma diminuição de 10% - não vai afetar o projeto da nova plataforma eletrônica de negociação, para transações de alta freqüência, afirmaram hoje (23/6) os diretores da bolsa em audiconferência.
"A nova plataforma eletrônica de negociação segue exatamente de acordo com o esperado", afirmou Cícero Augusto Vieira Neto, diretor executivo de operações e TI. O ajuste considerou ganhos de eficiência da BM&F Bovespa e também a postergação das contratações de 2010 para o final desse ano, diminuindo os gastos, segundo a bolsa.
A partir de 2012 a expectativa da holding que opera a bolsa de valores brasileira é retomar o capex aos níveis históricos que permaneceram até 2009.