Aprendizados

Clubes de Investimento

15/07/2008


Um jeito fácil de negociar ações.


Já pensou em reunir os amigos de trabalho ou as pessoas da sua família para investir em ações? É assim que são formados os clubes de investimento, um jeito criado pelos americanos na década de 40 para comprar ações em grupo, conseguir preços melhores e reduzir os custos das transações financeiras. Aqui no Brasil, os clubes começaram a ser regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 1984, mas só ganharam força há oito anos.

 

De lá para cá, eles só cresceram. Em abril, a Bovespa registrou a abertura de 105 clubes em um único mês, recorde histórico, e contabilizou 2 525 clubes em funcionamento. O aumento dos grupos de investimento é resultado direto da estabilidade econômica, que permite que as pessoas planejem suas aplicações financeiras por vários anos. E também pela popularização do mercado de ações, com programas como o Bovespa Vai Até Você, lançado há seis anos para divulgar o mercado acionário.

 

Você também quer criar um clube?

 

É muito fácil. Os clubes devem ser registrados na Bovespa e podem ter no mínimo três sócios e no máximo 150. A vantagem é que quando você participa de um clube pode comprar mais ações pagando menos. Quem quisesse comprar, por exemplo, 2 200 lotes de ações da Petrobras teria de gastar 100 000 reais. Mas, em um clube de investimentos com cinco participantes, cada um desembolsaria 20 000 reais para comprar a mesma quantidade de ações. É uma boa. Quem investe individualmente precisa ter muita disciplina para guardar dinheiro todo o mês. No clube, um ajuda ao outro, um investe ao ver o outro investindo.



PRIMEIRO CLUBE


Se você está pensando em formar um clube de investimentos, o primeiro passo é escolher uma corretora. Você pode consultar o site da Bovespa (www.bovespa.com.br) para ver a lista das empresas que podem fazer transações com ações. É a corretora quem vai fazer o registro da sociedade e contabilizar todas as operações de compra e venda de ações.

 

Não há um limite financeiro mínimo para começar a negociar, mas algumas corretoras exigem que o clube comece com pelo menos 3 000 reais. Você deve contabilizar também os gastos com as taxas de administração, que oscilam entre 1% e 3% ao ano. Todo grupo precisa ter suas próprias regras, o chamado estatuto social, que define qual o critério para admitir novos membros, as condições para o encerramento do clube e o que será feito em caso de morte ou invalidez.

 

Se investindo em um fundo convencional, paga-se 4% de taxa de administração, em um clube, a taxa fica em 3%. Cada clube de investimento tem até três administradores que acompanham junto com a corretora as movimentações do mercado e optam pelas ações que formarão a carteira do clube. Para uma carteira de ações funcionar bem é preciso comprar papéis de vários setores da economia. Um exemplo: se o setor siderúrgico estiver com um desempenho fraco e o clube tiver ações de outros setores que estão estáveis, a carteira continuará rentável. A carteira de um clube de investimentos precisa ter 67% do patrimônio investidos em ações, o restante do dinheiro pode ser aplicado em renda fixa.

 

GRUPO DOS AMIGOS


Para quem quer se integrar a uma sociedade que já está formada, o primeiro passo é procurar uma corretora de valores que vai encontrar um clube adequado ao perfil do investidor. Se o cliente for um engenheiro, ele pode querer fazer parte de um grupo de engenheiros. Para entrar em um grupo que está em funcionamento, o custo é bem mais barato. Com 100 reais você pode se tornar cotista de um deles. Normalmente, as pessoas procuram investir em clubes que tenham boa rentabilidade. Só que os responsáveis pelos rendimentos são os próprios cotistas. Se não houver aportes mensais, a sociedade deixa de aproveitar oportunidades, já que não vai ter dinheiro para comprar as ações quando o preço delas caírem. Outro benefício dessa opção é a transparência. Ela costuma ser maior do que dos fundos, porque é possível acompanhar a carteira de ações dia-a-dia por meio das informações das corretoras e da Bovespa.

 

Editado de matéria da revista Você S/A





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