Aprendizados

O crescimento dos Home Brokers

27/04/2008




O Home Broker, que entrou em operação em meados de março de 1999, é um canal de relacionamento via Internet entre os investidores e as Corretoras de Valores, tendo sido criado com o objetivo de permitir que cada vez mais pessoas físicas participem do mercado acionário. Ao mesmo tempo, este sistema torna ainda mais ágil e simples a atividade de comprar e vender ações. A participação do Home Broker no número total de negócios na Bovespa vem batendo recorde a cada mês.


Em dezembro de 2006, este registrou novos recordes em cinco vertentes: volume total mensal (R$ 7,8 bilhões), volume médio diário (R$ 411,9 milhões), média diária de negócios (48.033), participação no número de negócios da Bolsa (25,57%) e de investidores com ofertas colocadas (78.211).


A participação do sistema no volume da Bolsa apresentou recuo, do recorde de 8,15% alcançado em novembro, para 7,76% no último mês de 2006. No mesmo sentido seguiu o volume médio por negócio, que ficou em R$ 8,5 mil, ante os R$ 8,6 mil de novembro.


Desta forma, o sistema eletrônico fechou 2006 com volume médio mensal de R$ 6 bilhões, ficando 82,1% acima dos R$ 3,3 bilhões do ano anterior. Estes números mostram que as operações realizadas por pequenos investidores via Internet vêm aumentando cada vez mais. Além disto, reforça a tese de que o sistema contribui para ampliar o acesso do investidor pessoa física ao mercado acionário. Prova disto é que, em 1999, 15% do volume financeiro da Bovespa era representado por pessoas físicas, percentual que se ampliou nos últimos anos, atingindo hoje uma fatia próxima a 25%.


Desta parcela de investidores individuais, ao final de 1999, apenas 0,8% do volume financeiro da Bovespa era via sistema eletrônico (com giro próximo de R$ 100 milhões ao mês) e com pouco mais de 4,5% do número de negócios. Como visto anteriormente, estes números atualmente representam 8,15% e 25,57%, respectivamente. Há alguns anos, o pequeno investidor encarava uma série de dificuldades para investir em Bolsa.


Tais dificuldades, como baixa difusão de informações, restrições quanto ao mínimo a ser investido e poucas instituições voltadas para esse nicho, só faziam afastar os investidores de menor porte que se interessavam por esse mercado.


As vantagens do Home Broker sobre o método convencional de negociar ações são várias, dentre as quais podemos destacar: agilidade no cadastramento e no trâmite de documentos; consulta pelo investidor a posições financeiras e de custódia; acompanhamento de sua carteira de ações; acesso às cotações (algumas corretoras poderão oferecer também notícias e análises sobre o mercado); envio de ordens imediatas, ou programadas, de compra e venda de ações, no Mercado à Vista (lote-padrão e fracionário) e no Mercado de Opções (compra e venda de opções); recebimento da confirmação de ordens executadas e resumo financeiro (nota de corretagem); etc.


O sistema também contribuiu para trazer ao mercado investidores de outras regiões fora do eixo Rio-São Paulo, apesar destas praças ainda representarem aproximadamente 75% do volume das aplicações. Ao que tudo indica, o mercado se encaminha para a atração cada vez maior dos investidores individuais.


Numa economia estabilizada, com taxa de juros em queda, com a inflação que segue sob controle e com melhores políticas de governança, a tendência é de que este mercado cresça como alternativa de aplicação de poupanças.


E nesta caminhada o Home Broker com certeza será a principal via de entrada para a continuidade do processo de captação de novos investidores e a maior popularização da Bolsa.

 

Fonte: Lopes Filho / Jan 2007 





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