Aprendizados

Educação financeira e educação ambiental

03/03/2009


Há muito tempo que não se vê duas questões tão relevantes com tanta sinergia entre si. E sendo as duas tão importantes para o futuro da sociedade, nada mais natural que algumas ações convirjam e resultem na união de forças para o bem-comum e a melhoria de expectativas. E de resultados.

 

 

A Educação Financeira pode ser conceituada como “Um conjunto amplo de orientações e esclarecimentos sobre posturas e atitudes adequadas no planejamento e uso dos recursos financeiros pessoais”, enquanto que a Educação Ambiental como “um ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o ambiente, a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos (Wikipédia)”.

 

 

 

Em comum essas duas questões têm a visão de longo prazo, o bem-estar da coletividade, o uso responsável dos recursos, o planejamento como instrumento de preservação e a ponderação séria dos custos/benefícios de cada atitude. Além do forte apelo ético e social.

 

São questões do tipo ganha-ganha. Todos ganham com o sucesso e o avanço nessas áreas.

 

E mesmo trabalhando por uma auxiliamos a outra. Vejamos alguns exemplos:

 

- Economia de água e energia: o reflexo é direto no bolso, na conta do final do mês. Ao mesmo tempo preservam-se recursos naturais.


- Reciclagem e reutilização de sobras: geração de receitas adicionais, redução de despesas e novamente preservação de recursos naturais.


- Conservação e reaproveitamento de bens, roupas, material escolar, brinquedos etc. Além de serem adiadas novas compras, minimiza-se a demanda por produtos e a pressão inflacionária, contribuindo para a preservação de outros recursos naturais.


- Motores bem regulados gastam e poluem menos.


- Fontes alternativas de energia como a solar não poluem e são mais econômicas.

 

 

Na esfera legislativa também existe sinergia. A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999, por meio da Lei N° 9.795 – Lei da Educação Ambiental. A educação financeira demorou um pouco mais, com algumas iniciativas nas esferas municipais e estaduais que foram complementadas em 2006 por meio do Decreto 5685 da “Estratégia Nacional de Educação Financeira (1)”, ora em desenvolvimento por um conjunto de instituições de alta representatividade nacional, a exemplo do MEC, BACEN, CVM e outras.

 

E mais uma vez dependemos de nossas crianças para garantir nosso futuro. Bem educá-las nas questões financeiras e ambientais é o que de melhor podemos fazer pensando no futuro delas. E no nosso.

 

Escolas, empresas, ONG´s, entidades de classe e famílias também vêm se sensibilizando rapidamente sobre esses assuntos. É um caminho sem volta. Quanto mais evoluirmos nessas áreas, mas segurança e tranqüilidade teremos em relação ao nosso futuro como sociedade.

 

 

Álvaro Modernell
Mais Ativos Educação Financeira
www.maisativos.com.br





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