Aprendizados

Estratégia Nacional de Educação Financeira

23/11/2008


 

O desenvolvimento de um projeto nacional de Educação Financeira, iniciativa das entidades e dos órgãos integrantes do Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiros, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização – COREMEC, responde a uma necessidade atual da sociedade.

 

As mudanças econômicas, sociais e tecnológicas dos últimos anos têm apontado para a urgência na implementação de ações com o objetivo de educar financeiramente a população, e não apenas no Brasil. No mundo inteiro, o mercado financeiro está cada vez mais sofisticado e novos produtos são oferecidos continuamente ao público.

 

Através da Educação Financeira, consumidores e investidores aperfeiçoam sua compreensão dos produtos financeiros e também desenvolvem habilidades e segurança para se tornarem mais conscientes dos riscos e oportunidades financeiras, para fazerem suas escolhas e para saberem onde buscar ajuda, melhorando assim a relação com suas finanças.

 

Consciente da necessidade de fomentar a cultura financeira no país, o governo brasileiro constituiu, em novembro de 2007, um grupo de trabalho com representantes do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), coordenadora do GT, da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), para desenvolver uma proposição de Estratégia Nacional de Educação Financeira, prevendo a promoção de um inventário nacional de ações e de projetos de Educação Financeira no país, além de uma pesquisa que mapeie o grau de conhecimento financeiro da população brasileira (cadastrar ações para o inventário clique aqui)

 

As medidas para proteger os consumidores dos produtos financeiros, por meio de regulação, fiscalização e sanção, serão tanto mais efetivas quanto maior for a sua sincronia com os esforços educacionais. Além disso, a existência de maior grau de conhecimento de finanças pessoais tende promover uma maior inclusão de segmentos da população que estejam à margem do sistema financeiro, além de contribuir para a formação de poupança. A educação pode atuar diretamente nas variáveis pessoais e sociais, contribuindo para formar ou amadurecer uma cultura de planejamento de vida, capaz de permitir que a pessoa, conscientemente, possa resistir aos apelos imediatistas e planeje no longo prazo as suas decisões de consumo, poupança e investimento.

 

O sucesso da ENEF vai contribuir para um consumo financeiro mais responsável da população, assegurar a conscientização dos riscos assumidos pelos consumidores e reforçar a estabilidade e confiança no Sistema Financeiro Nacional.

 

Além de ações destinadas ao público-alvo adulto, a ENEF, prevê ações voltadas especificamente para a Educação Financeira nas Escolas, seguindo uma tendência mundial. Os efeitos destas ações só poderão ser percebidos a médio e longo prazo, porém são essenciais para a sustentabilidade desse esforço governamental e da sociedade civil, por meio das entidades parceiras nesse projeto.

 

A Estratégia tem como principais Objetivos:


Promover e fomentar a cultura de Educação Financeira no país;


Ampliar o nível de compreensão do cidadão para efetuar escolhas conscientes relativas à administração de seus recursos;


Contribuir para a eficiência e solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização.

 

As diretrizes que norteiam as ações da Estratégia são:


Programa de Estado, de caráter permanente;


Ações de interesse público;


Âmbito nacional;


Gestão centralizada e execução descentralizada;


3 niveis de atuação (informação, educação e aconselhamento );


Avaliação e revisão permanentes e periódicas.

 

Fonte: Vida & Dinheiro 





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