Aprendizados

Plano para aposentadoria

21/11/2008


Você já fez o seu?

 

A expectativa de vida da população brasileira vem aumentando significativamente nos últimos anos, como resultado da melhoria na qualidade de vida, assim como pelo avanço da medicina preventiva e da tecnologia aplicada no combate de doenças, que até bem pouco tempo atrás, ainda não se conhecia a cura. 

 

Com isso aumenta a idade média e as exigências para que o trabalhador solicite os seus benefícios de aposentadoria. Mas, com exceção de algumas classes privilegiadas que se aposentam recebendo salário integral, muito poucos cidadãos teriam condições de sobreviver dependendo apenas do valor dos pagamentos feitos pelo INSS. Mesmo para quem, durante sua vida produtiva, estabeleceu um vínculo de emprego estável que proporcionou contribuições regulares à Previdência Social, o recebimento do contra-cheques do aposentado acaba apresentando um valor irrisório comparado ao seu padrão de vida habitual enquanto profissionalmente ativo. A participação em planos complementares pode atenuar esta enorme diferença, mas deve-se ter muito cuidado na hora da escolha com o modelo de gestão destes recursos e, de preferência, optar por planos onde seja respeitado o direito à portabilidade - previsto na Lei Complementar 109 que regulamenta o setor - e este seja facilitado e atendido conforme a vontade expressa pelo cliente. 

 

Nos planos privados, a portabilidade é regulamentada, porém as empresas de previdência têm dificultado a migração dos recursos.  A explicação para essa demora é que a transferência de reservas de planos de previdência não é simples como a de fundos de investimentos, onde os administradores só precisam saber o número do CPF, o da conta de saque e o da conta de depósito.  São pedidas diversas informações relevantes, desde o tipo do plano até o regime tributário, histórico de contribuições, aporte das empresas, carências de prazos e tábua atuarial. Ou seja, na hora de exercer o seu direito é que surgem as complicações. 

 

Existe um estudo indicando que a maioria dos planos de complementação privada, quando mal geridos ou têm a sua transparência e condução questionadas, tendem a correr o risco de quebra ao se aproximarem do 19º ano de sua existência. Muitos planos de estatais sofreram forte abalos por esta ocasião, tendo alguns sucumbido às suas ineficiências administrativas, enquanto outros foram socorridos pelo governo, que fora pressionado por sindicatos e associações de classes. Em empresas particulares e institutos de seguridade privada, nem sempre a fiscalização garante a lisura na gestão dos recursos e muitas vezes é o trabalhador e os aposentados que pagam esta conta.  

 

Outras alternativas complementares, como o PGBL e VGBL, cobram um custo adicional bastante elevado e são taxados de tal forma no resgate, que eventualmente não fazem valer o sacrificio e acabam não compensando e mal remuneram o capital destinado para este fim. 

 

Então porque não pensarmos nisto enquanto é tempo, e estudarmos outras opções de constituirmos uma poupança que nos permita garantir e assegurar uma relativa tranqüilidade em nossa terceira idade. Com um pouco de estudo e orientação, não é preciso que elejamos apenas um responsável para cuidar de nosso patrimônio. Basta diversificar os investimentos em aplicações seguras que ofereçam boa rentabilidade e tenha gestores idôneos, constituir uma carteira de títulos do Tesouro Direto, mesclando os prazos de vencimento dos papéis, e escolhendo algumas ações de empresas sólidas com boa governança corporativa, para que em tempo, tenhamos direito a usufruir o resultado auferido com o trabalho de toda uma vida produtiva. Tipo “faça você mesmo”, com responsabilidade e ciente de que sua família e dependentes merecem condições dignas para viver bem os melhores momentos quando chegar à “idade da sabedoria”.  Mas não devemos deixar para amanhã o que pode ser feito agora. A hora é essa!

 





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