Aprendizados

AT: Ondas de Elliott

20/10/2008




A Teoria de ondas foi desenvolvida por Ralph Nelson Elliott, um contador, que criou este modelo enquanto esteve internado em um sanatório para tuberculosos no início do século XX.


Elliott observou que o mercado seguia alguns padrões (da mesma maneira que Dow havia dito) , mas que estes variavam na amplitude e no tempo. Os três aspectos mais importantes da teoria de Elliott são: os padrões, as proporções e o tempo.


Segundo Elliott, a tendência do mercado é composta por ondas bem definidas, formando um padrão de 8 ondas. O movimento principal é constituído de 5 ondas que se repartem em 3 na direção dominante (1, 3 e 5) e em 2 de correção (2 e 4), na direção oposta à tendência principal. Assim uma onda completa terá 5 movimentos (1, 2, 3, 4 e 5)

 


Cada uma das 3 ondas na direção principal se reparte em 5 ondas menores, e cada uma das duas de correção em 3 outras, guardando a mesma lei de formação das anteriores.

 

 


Cada onda de correção (abc) se reparte em 3 ondas menores, sendo 2 na direção de correção e 1 na direção oposta, corrigindo a correção.


Este é o padrão harmônico dos movimentos em ondas das oscilações de preços de ações em mercado, preconizado pela teoria de Elliott, em conformidade com os princípios e relações próprias da série de Fibonacci: 5 ondas contém 3 e 2; e 3 ondas contém 2 e 1. Mas o comportamento humano não é totalmente harmônico. Logo as correções não podem ser entendidas, apenas, como negociações nos cursos precisos de cada tendência. As correções também surgirão como forma de desdobramento dos movimentos, até aqui tomados, harmonicamente.


Os erros na identificação das ondas levam a erros de projeções. A existência de correções, extensões e desdobramentos nos movimentos dos preços são os fatores básicos que respondem por esta dificuldade.


O que nos leva a crer que se trata de uma correção (abc) e não de 3 ondas menores?


O único argumento a favor de um movimento de correção e não de ondas, é o fato de a última oscilação ter descido a um nível inferior ao ponto a. Como uma segunda correção não deve eliminar os ganhos de posições adquiridas até o final do primeiro movimento, concluímos pela não identificação das oscilações finais do gráfico, como ondas menores de um movimento secundário de alta.

 

A "Elliott Wave Theory" atribui nomes às ondas em ordem descendente de tamanho:

Grand Supercycle
Supercycle
Cycle
Primary
Intermediate
Minor
Minute
Minuette
Sub-Minuette

 

As ondas maiores determinam a tendência vigente no mercado e as ondas menores determinam tendências intermédias. Esta é uma forma similar de determinação de tendências principais e secundárias, que são utilizadas na teoria de Dow. Elliott providenciou inúmeras variações na onda principal, e deu particular importância à média dourada, 0.618, como um nível significativo para o "retracement".

 

Utilizar os padrões de "Elliot Wave" nas negociações em bolsa de valores é bastante simples. O "trader" identifica a onda principal ou "supercycle", e entra longo e posteriormente vende ou coloca-se curto quando a inversão é determinada. Continua-se a ter esta postura à medida que os ciclos vão encurtando e se completam até que a onda principal ressurge. O problema está na identificação dos ciclos onde se encontra o mercado e entre os analistas técnicos surgem muitas discussões a este respeito.

 

 





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